A seleção musical de Barney Stinson

Por Fernanda Sarate

Sim, também achamos legen – wait for it – daaary o anúncio de que Neil Patrick Harris virá para a Comic Con Experience 2016 no Brasil! Em sua homenagem, confira o post de hoje!

No episódio The Limo, de How I Met Your Mother, Barney apresenta uma coletânea de músicas chamada Get Psyched Mix, que, ele promete, afasta a tristeza de qualquer um. Ouça aqui as músicas e aceite o desafio do Barney!

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Como descobrir a música que tocou em sua série preferida

Por Fernanda Sarate

Todos nós que gostamos, amamos e somos viciados em séries em algum momento ficamos com uma obsessão: descobrir qual foi a música que tocou em determinado episódio.

Para ajudá-lo a dormir em paz, temos algumas dicas de sites para encontrar as músicas que tocaram em suas séries preferidas.

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Quatro sites para pesquisar as músicas de sua série favorita

1. Música de série – http://musicadeseries.com/

O site já possui seções específicas para diversas séries. Depois de encontrar o seriado, você pode buscar pelo episódio e encontrar uma descrição do momento exato em que cada música tocou e um link para a canção. Continuar lendo

Livro A febre, de Megan Abbott

Por Fernanda Sarate

Baseado em fatos reais, o livro A febre tem sido apontado como o sucessor de Garota exemplar. Suspense, melancolia, histeria, vulnerabilidade, força e frivolidade da adolescência são alguns dos temperos utilizados na narrativa de Megan Abbott. Saiba mais sobre os fatos reais que deram origem ao livro que será adaptado para série de TV em nossa nova resenha!

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Sinopse

Na Escola Secundária de Dryden, Deenie e Lise são amigas inseparáveis. Filha do professor de química e irmã de um popular jogador de hóquei da escola, Deenie irradia a vulnerabilidade de uma típica adolescente de 16 anos. Quando Lise sofre uma inexplicável e violenta convulsão no meio de uma aula, ninguém sabe como reagir.

Os boatos começam a se espalhar na mesma velocidade que outras meninas passam a ter desmaios, convulsões e tiques nervosos, deixando os médicos intrigados e os pais apavorados. Os ataques seriam efeito colateral de uma vacina contra HPV? Teriam a ver com o lago contaminado? Ou seria o início de algo muito pior?

Envoltos em teorias e especulações, o pânico rapidamente se alastra pela escola e pela cidade, ameaçando a frágil sensação de segurança daquelas pessoas, que não conseguem compreender a causa da doença terrível e misteriosa
(Fonte: Editora Intrínseca)

Baseado em fatos reais

A autora Megan Abbott baseou a criação de A febre em fatos reais. Em 2012, um surto ocorrido em uma cidade pequena dos EUA (Le Roy) atingiu um grupo de estudantes de uma mesma escola, que passou a apresentar tiques nervosos, desmaios e convulsões. As garotas começaram a postar vídeos nas mídias sociais e chamaram a atenção da mídia. Segundo médicos que avaliaram o caso, esse conteúdo divulgado pela internet pode ter sido uma das principais causas para que o surto tenha se alastrado velozmente. Esses médicos alegaram que as pessoas ficavam muito impressionadas ao assistirem aos vídeos e que, algumas que apresentavam vulnerabilidade, passaram, então, a apresentar os mesmos sintomas, caracterizando um caso de histeria coletiva, fenômeno que atinge de tempos em tempos pessoas com maior vulnerabilidade a distúrbios de ansiedade e de estresse (veja aqui outros casos semelhantes).

O caso chamou a atenção de Megan Abbott que, depois de assistir a entrevistas com as jovens e seus pais, começou a escrever A febre. Megan estava em busca de uma história que, de alguma forma, tivesse conexão com a peça As Bruxas de Salém, e quando soube do surto em Le Roy, percebeu que encontrara essa conexão. Mas, atenção: apesar da premissa do livro ser baseada nesses fatos, A febre possui trama e desfecho próprios.

No vídeo, uma entrevista com duas das garotas atingidas pelo surto.

A série de TV

Os direitos de adaptação de A febre foram comprados pela MTV, que trabalha no desenvolvimento de uma série baseada no livro em parceria com a produtora de Sarah Jessica Parker. A autora do livro, Megan Abbott, está trabalhando no roteiro ao lado de Karen Rosenfelt, responsável pela adaptação de outros livros para o cinema (Crepúsculo, O Diabo Veste Prada, A Menina que Roubava Livros, entre outros). A série ainda não tem previsão de estreia.

Livro: A febre
Autor: Megan Abbott
Tradutora: Cássia Zanon
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 268

Classificação:

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A premissa que deu origem ao livro é bastante interessante e intrigante. Entretanto, talvez por já tê-la em mente, o desfecho não seja assim tão surpreendente. Diferentemente de Garota Exemplar e outros livros do gênero, o suspense é mais dosado e está mais presente no final da narrativa. Em alguns momentos, a leitura é desestimulante, o ritmo, por vezes, é mais arrastado, entretanto, há recompensas para quem for até o final. Há personagens cativantes e bem desenvolvidas, mistérios, revelações. Dá vontade de conhecer outras obras de Megan Abott, quem sabe com a adaptação de A febre para a TV novos lançamentos não sejam feitos no Brasil.

Jessica Jones: destaques da primeira temporada

Por Fernanda Sarate

 O ano não poderia terminar sem falarmos sobre Jessica Jones, segunda série originada da parceria entre Netflix e Marvel. Confira alguns dos destaques dessa que já é considerada por muitos a melhor série do Netflix.

 

A heroína

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Em comparação com outros heróis da Marvel, Jessica Jones é uma heroína jovem: apareceu pela primeira vez em 2001, em Alias, série de HQs criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos.

Jessica chegou a ter um passado como heroína com codinome e uniforme, mas isso durou pouco tempo e não é abordado na série. E isso acabou contando muito a favor da produção que, no final, não é sobre super-heróis, mas sobre superação, mostrando uma heroína empática e com problemas reais, sobretudo quanto ao abuso físico e mental sofrido por ela, o que abordaremos novamente adiante.

Na série, Jessica (interpretada por Krysten Ritter) é uma investigadora particular de Hell´s Kitchen que possui superforça. Ao contrário do que normalmente se vê, a protagonista tem problemas com álcool, pode ser bastante rude, é antissocial, possui pavio curto e faz escolhas moralmente questionáveis – Jessica não é uma personagem idealizada é alguém com quem podemos nos identificar por ter características do “mundo real”.

A protagonista sofre de estresse pós-traumático em função de seu passado com o vilão dessa primeira temporada, Kilgrave (o Homem Púrpura).

O vilão

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Interpretado magistralmente pelo ex-Doctor Who David Tennant, Kilgrave é um dos grandes destaques da série. Jessica sente-se atormentada o tempo inteiro por ele, que possui o poder de controlar mentes, obrigando as pessoas a fazerem o que ele quiser – por exemplo, ordenar que pessoas parem de respirar, apenas para que ele possa fazer suas refeições com mais tranquilidade.

Kilgrave é charmoso, tem sotaque britânico e predileção por ternos roxos, mas, no fim do dia, é um psicopata disposto a tudo para ter Jessica de volta. Anteriormente, ele controlou Jessica obrigando-a a fazer todas as suas vontades. Entretanto, Jessica conseguiu fugir de seu domínio e Kilgrave fará de tudo para tê-la de volta. Kilgrave, embora tenha um superpoder, é assustador por representar uma realidade muito próxima, sobretudo das mulheres: a do abuso, da obsessão, da tortura física e mental.

Os coadjuvantes

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Todas as personagens da série foram muito bem desenvolvidas, mesmo os coadjuvantes. Temos a amiga de infância Trish Walker (Rachel Taylor), que terá um papel fundamental na luta de Jéssica, a advogada Jeri Hogarth (em uma ótima interpretação de Carrie-Anne Moss), o vizinho viciado que também terá um papel crescente na trama (Malcom, interpretado por Eka Derville) e Luke Cage (Mike Colter) – o amante atormentado que possui corpo inquebrável e que deve ser o próximo herói do universo Marvel a ganhar sua série na Netflix. Todos os coadjuvantes possuem um drama próprio que enriquece a trama. Destaque, sobretudo, à profundidade e força dadas às personagens femininas.

Os detalhes

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A produção da série merece destaque. Além de ótimas atuações e roteiro, detalhes como a fotografia fazem toda a diferença. Preste atenção, por exemplo, à utilização da cor roxa ou púrpura em detalhes como lâmpadas, semáforos, espelhos.

O universo Marvel

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Jessica Jones compartilha o mesmo universo cinematográfico Marvel, assim como a outra série da parceria Netflix/Marvel, Demolidor. Em Jessica Jones, é feita uma preparação para a próxima série dessa parceria, a de Luke Cage. Há diversos easter eggs ao longo dos episódios, com referências ao universo Marvel.

Classificação:

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Jessica Jones certamente é uma das melhores séries de 2015. Apesar de trazer uma heroína, não é uma série essencialmente sobre superheróis. A trama é recheada de suspense e de momentos de dúvida e de superação. Além disso, a série levantou discussões sobre a questão do abuso físico e, sobretudo, psicológico. E para quem tinha dúvidas se uma personagem feminina com tantas característica tidas como indesejáveis ou imperfeitas poderia fazer sucesso, a série deu uma resposta inquestionável: a qualidade não está em um cromossomo e estamos prontos e desejosos, sim, de mais personagens femininas que fujam aos padrões esperados.

E você, o que achou de Jessica Jones? Que pontos você acha que merecem destaque? Compartilhe a sua opinião aqui nos comentários!

O destino de Shireen Baratheon em Game of Thrones é realmente uma tragédia grega?

Por Fernanda Sarate

Quem assistiu ao episódio A dança dos dragões, da quinta temporada de Game of Thrones, poderia ter descrito o destino de Shireen Baratheon como digno de uma tragédia grega. E, de fato, ele pode ser visto desta maneira. Confira no post a referência feita ao mito grego de Ifigênia.

Todo o fã de Game of Thrones e dos livros Crônicas de Gelo e Fogo sabe: as narrativas oferecem referências a diversas mitologias, como a nórdica, a celta e a grega.

Falar sobre essas referências renderia diversos posts. Assim, vamos falar hoje sobre uma das referências presentes em um dos episódios que mais chocaram os expectadores da série na última temporada: o destino de Shireen Baratheon. É possível relacionar facilmente o episódio ao mito grego de Ifigênia, presente na tragédia Ifigênia em Áulis.

Aviso: este post contém muitos spoilers.

Ifigênia em Áulis

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Na pintura “The Anger of Achilles”, de Jacques-Louis David, vemos Aquiles e Clitemnestra (mãe da jovem) tentando salvar Ifigênia, porém o pai, Agamenon, está irredutível.

 

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Demolidor: uma das melhores séries de super-heróis da atualidade

Postado por Eli Martins

Saiba mais sobre a produção da Netflix, que foi renovada para sua segunda temporada.

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Netflix, em parceria com a Marvel, produz a série Demolidor, que considero uma das melhores séries de super-heróis da atualidade – se não a melhor.

Já na abertura é possível perceber o tom sombrio da série: um líquido vermelho escorre e forma a cidade, dando a ideia de que ela vai sendo criada a partir do sangue derramado.

A trama aborda a rotina de Matthew Murdock (Charlie Cox) e Foggy Nelson (Elden Henson), que estão no início de suas carreiras como advogados. Seu primeiro caso é a defesa de Karen Page (Deborah Ann Woll), que acaba se tornando personagem fixa e com papel importante para a história. Em paralelo, Murdock inicia seu trabalho como vigilante e Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) age nas sombras controlando a cidade. Um dos aspectos interessantes sobre esse personagem é que nas HQs ele é conhecido como “o rei do crime” e, na série, em nenhum momento ele é citado dessa forma.

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Dez séries intrigantes para assistir no Netflix

Por Fernanda Sarate

Faça como o Silvio Santos: assista a séries intrigantes no Netflix!

Agora que o inverno oficialmente deu o ar – frio – da sua graça, assistir a séries bacanas em casa, quentinho, pode ser uma boa ideia – ok, fazemos isso no calor também, mas no inverno, há pesquisas que comprovam (ok, deveria existir pesquisas que comprovassem), que o poder de atração de filmes e séries interessantes é ainda maior.

Por isso, criamos uma lista de dez séries intrigantes que estão disponíveis nesse famoso serviço de streaming. Não tem Netflix? Ma oeeeeee, olha o conselho do Silvio:

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Obs.: a presença de séries cuja descrição seja algo como “em uma cidade pequena, coisas estranhas acontecem” não é mera coincidência aqui. Um dia formularemos uma teoria mostrando que esse é um subgênero subvalorizado e repleto de potencial. Por enquanto, nos satisfazemos simplesmente em apreciá-lo.

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