Cinco filmes imperdíveis com Ricardo Darín

Por Fernanda Sarate

Nos últimos anos, o nome deste ator argentino foi bastante citado em qualquer lista de artistas a se prestar atenção. O fato é que Ricardo Darín é considerado a personalidade mais importante do entretenimento argentino da última década. Saiba mais sobre o ator e confira alguns de seus filmes imperdíveis!

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Quem é Ricardo Darín

Darín nasceu em 1957 em Buenos Aires. Sua família tinha envolvimento com o mundo artístico e já aos 10 anos o menino estreiou no teatro argentino. Com 16 anos iniciou suas participações na TV. Na década de 1980 fez parte de um grupo de atores que levou sucessos da televisão para o teatro.

Por algum tempo, intercalou trabalhos na TV e no teatro. Sua estreia no cinema foi em produções voltadas ao público juvenil. Seu salto na sétima arte ocorreu mesmo ao participar do filme Nueve Reinas (Nove Rainhas), interpretando um ladrão que está prestes a dar o golpe de sua vida. Mais tarde protagonizou El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva), filme que obteve grande sucesso de crítica e de público em diversos países, tendo sido indicado ao Oscar, na categoria de filmes estrangeiros.

A partir daí Darín participou de diversos filmes, obtendo grande reconhecimento. Como destaque, sua participação sob a direção de Juan José Campanella em El Secreto de sus Ojos (O Segredo dos seus Olhos), que foi premiado no Oscar como melhor filme estrangeiro de 2010.

No decorrer de sua carreira, o ator ganhou mais de 20 prêmios e, em 2015, Ricardo Darín dividiu com Javier Cámara o prêmio de melhor ator na 63ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián.

Cinco filmes imperdíveis com Ricardo Darín

5. Nueve Reinas (Nove Rainhas)

Lançado em 2000, com direção de Fabián Bielinsky, o filme ganhou 21 premiações.
Marcos (Darín) e Juan (Gáston Pauls) são dois vigaristas que estão prestes a aplicarem o golpe de suas vidas. Eles se conhecerem em meio a um golpe aplicado por Juan, Marcos ajuda o jovem a aperfeiçoar a sua técnica para que eles consigam ter êxito em uma negociação milionária envolvendo um conjunto de selos falsificados conhecido como “Nove Rainhas”. O filme vai apresentando diversas reviravoltas, inclusive em seu final.

4. El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva)

Lançado em 2002, com direção de Juan José Campanella, foi indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Na trama, Darín é Rafael Belvedere, homem em crise, que gerencia o restaurante do pai. Sua mãe, com quem não tem tanto contato, começa a apresentar os primeiros sinais do Mal de Alzeheimer. O pai de Rafael propõe, então, um novo casamento com sua esposa, na igreja, para reforçar os votos feitos muitos anos atrás, levando Rafael, o filho da noiva, a rever seus valores e a repensar sua própria vida. O filme é delicadíssimo e conta com excelentes interpretações.

3. Un Cuento Chino (Um Conto Chinês)

Filme de 2011, com direção de Sebástian Borensztein, ganhou o prêmio de melhor filme do Festival de Cinema de Roma e do Prêmio Goya desse mesmo ano. Roberto (Ricardo Darín) é um veterano da Guerra das Malvinas, rabugento e reservado, vive atrás do balcão de uma pequena loja de ferragens e tem como passatempo colecionar notícias de jornal inusitadas. Entretanto, a calmaria de sua vida é interrompida quando ele vê o chinês Jun (Ignacio Huang) ser jogado de um táxi e decide ajudá-lo. Jun está na Argentina para encontrar seu único familiar ainda vivo, entretanto, ele não fala uma palavra em espanhol e Roberto não entende chinês. O roteiro e as atuações são extremanente cativantes e envolventes. O inusitado também está muito presente, sobretudo nas cenas que mostram algumas notícias (reais) colecionadas por Roberto, como a da cena inicial que mostra um jovem casal trocando alianças de noivado, quando simplesmente uma vaca cai do céu (isso realmente aconteceu!).

2. Relatos Salvajes (Relatos Selvagens)

Lançado em 2014, com direção de Damián Szifron e produção de Pedro Almodóvar, o filme obteve grande sucesso dentro e fora da Argentina, sendo indicado, em 2015, ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
O filme é composto de pequenas histórias regadas à humor negro e ironia que mostram algumas situações de fúria do cotidiano de seus protagonistas, questionando sobre o que é capaz de nos levar a perder o controle – e até onde somos capazes de chegar.

1. El Secreto de sus Ojos (O Segredo dos seus Olhos)

Um de meus filmes preferidos no mundo! 🙂 Filme de 2009, dirigido por Juan José Campanella, é baseado no livro La Pregunta de sus Ojos e recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Benjamin Esposito (Ricardo Darín) recentemente se aposentou do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal e decide se dedicar a escrever um livro. Benjamin busca em sua experiência motivações para contar uma história trágica, da qual foi testemunha em 1974. Na época, seu departamento foi designado para investigar o estupro e assassinato de uma jovem. É a partir dessa situação trágica que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da jovem, a quem promete ajudar a encontrar o culpado, objetivo que ele não medirá esforços para alcançar com a ajuda de seu amigo e colega Pablo Sandoval (Guillermo Francella) e de Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe, por quem ele é apaixonado.

A partir disso, forma-se um grande quebra-cabeças psicológico, à medida que Benjamin vai descobrindo detalhes e envolvendo-se com esse crime. A trama é desenvolvida de forma magistral e conta com diversas reviravoltas que não vou dar spoiler aqui.
É comum ver O Segredo dos seus Olhos nas listas de melhores filmes da história recente do cinema. Saiba que não é à toa.

O cinema argentino conta com excelentes produções recentes e preciso dizer que, até então, não assisti a nenhum filme com o Ricardo Darín que não valha a pena – isso, talvez, porque o ator também é bastante criterioso com a escolha das produções que se envolverá. Dica: vários dos filmes indicados aqui estão disponíveis no Netflix! 😉

Você tem mais alguma indicação? Compartilhe nos comentários!

 

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Jessica Jones: destaques da primeira temporada

Por Fernanda Sarate

 O ano não poderia terminar sem falarmos sobre Jessica Jones, segunda série originada da parceria entre Netflix e Marvel. Confira alguns dos destaques dessa que já é considerada por muitos a melhor série do Netflix.

 

A heroína

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Em comparação com outros heróis da Marvel, Jessica Jones é uma heroína jovem: apareceu pela primeira vez em 2001, em Alias, série de HQs criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos.

Jessica chegou a ter um passado como heroína com codinome e uniforme, mas isso durou pouco tempo e não é abordado na série. E isso acabou contando muito a favor da produção que, no final, não é sobre super-heróis, mas sobre superação, mostrando uma heroína empática e com problemas reais, sobretudo quanto ao abuso físico e mental sofrido por ela, o que abordaremos novamente adiante.

Na série, Jessica (interpretada por Krysten Ritter) é uma investigadora particular de Hell´s Kitchen que possui superforça. Ao contrário do que normalmente se vê, a protagonista tem problemas com álcool, pode ser bastante rude, é antissocial, possui pavio curto e faz escolhas moralmente questionáveis – Jessica não é uma personagem idealizada é alguém com quem podemos nos identificar por ter características do “mundo real”.

A protagonista sofre de estresse pós-traumático em função de seu passado com o vilão dessa primeira temporada, Kilgrave (o Homem Púrpura).

O vilão

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Interpretado magistralmente pelo ex-Doctor Who David Tennant, Kilgrave é um dos grandes destaques da série. Jessica sente-se atormentada o tempo inteiro por ele, que possui o poder de controlar mentes, obrigando as pessoas a fazerem o que ele quiser – por exemplo, ordenar que pessoas parem de respirar, apenas para que ele possa fazer suas refeições com mais tranquilidade.

Kilgrave é charmoso, tem sotaque britânico e predileção por ternos roxos, mas, no fim do dia, é um psicopata disposto a tudo para ter Jessica de volta. Anteriormente, ele controlou Jessica obrigando-a a fazer todas as suas vontades. Entretanto, Jessica conseguiu fugir de seu domínio e Kilgrave fará de tudo para tê-la de volta. Kilgrave, embora tenha um superpoder, é assustador por representar uma realidade muito próxima, sobretudo das mulheres: a do abuso, da obsessão, da tortura física e mental.

Os coadjuvantes

MARVEL'S JESSICA JONES

Todas as personagens da série foram muito bem desenvolvidas, mesmo os coadjuvantes. Temos a amiga de infância Trish Walker (Rachel Taylor), que terá um papel fundamental na luta de Jéssica, a advogada Jeri Hogarth (em uma ótima interpretação de Carrie-Anne Moss), o vizinho viciado que também terá um papel crescente na trama (Malcom, interpretado por Eka Derville) e Luke Cage (Mike Colter) – o amante atormentado que possui corpo inquebrável e que deve ser o próximo herói do universo Marvel a ganhar sua série na Netflix. Todos os coadjuvantes possuem um drama próprio que enriquece a trama. Destaque, sobretudo, à profundidade e força dadas às personagens femininas.

Os detalhes

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A produção da série merece destaque. Além de ótimas atuações e roteiro, detalhes como a fotografia fazem toda a diferença. Preste atenção, por exemplo, à utilização da cor roxa ou púrpura em detalhes como lâmpadas, semáforos, espelhos.

O universo Marvel

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Jessica Jones compartilha o mesmo universo cinematográfico Marvel, assim como a outra série da parceria Netflix/Marvel, Demolidor. Em Jessica Jones, é feita uma preparação para a próxima série dessa parceria, a de Luke Cage. Há diversos easter eggs ao longo dos episódios, com referências ao universo Marvel.

Classificação:

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Jessica Jones certamente é uma das melhores séries de 2015. Apesar de trazer uma heroína, não é uma série essencialmente sobre superheróis. A trama é recheada de suspense e de momentos de dúvida e de superação. Além disso, a série levantou discussões sobre a questão do abuso físico e, sobretudo, psicológico. E para quem tinha dúvidas se uma personagem feminina com tantas característica tidas como indesejáveis ou imperfeitas poderia fazer sucesso, a série deu uma resposta inquestionável: a qualidade não está em um cromossomo e estamos prontos e desejosos, sim, de mais personagens femininas que fujam aos padrões esperados.

E você, o que achou de Jessica Jones? Que pontos você acha que merecem destaque? Compartilhe a sua opinião aqui nos comentários!

Demolidor: uma das melhores séries de super-heróis da atualidade

Postado por Eli Martins

Saiba mais sobre a produção da Netflix, que foi renovada para sua segunda temporada.

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Netflix, em parceria com a Marvel, produz a série Demolidor, que considero uma das melhores séries de super-heróis da atualidade – se não a melhor.

Já na abertura é possível perceber o tom sombrio da série: um líquido vermelho escorre e forma a cidade, dando a ideia de que ela vai sendo criada a partir do sangue derramado.

A trama aborda a rotina de Matthew Murdock (Charlie Cox) e Foggy Nelson (Elden Henson), que estão no início de suas carreiras como advogados. Seu primeiro caso é a defesa de Karen Page (Deborah Ann Woll), que acaba se tornando personagem fixa e com papel importante para a história. Em paralelo, Murdock inicia seu trabalho como vigilante e Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) age nas sombras controlando a cidade. Um dos aspectos interessantes sobre esse personagem é que nas HQs ele é conhecido como “o rei do crime” e, na série, em nenhum momento ele é citado dessa forma.

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Dez séries intrigantes para assistir no Netflix

Por Fernanda Sarate

Faça como o Silvio Santos: assista a séries intrigantes no Netflix!

Agora que o inverno oficialmente deu o ar – frio – da sua graça, assistir a séries bacanas em casa, quentinho, pode ser uma boa ideia – ok, fazemos isso no calor também, mas no inverno, há pesquisas que comprovam (ok, deveria existir pesquisas que comprovassem), que o poder de atração de filmes e séries interessantes é ainda maior.

Por isso, criamos uma lista de dez séries intrigantes que estão disponíveis nesse famoso serviço de streaming. Não tem Netflix? Ma oeeeeee, olha o conselho do Silvio:

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Obs.: a presença de séries cuja descrição seja algo como “em uma cidade pequena, coisas estranhas acontecem” não é mera coincidência aqui. Um dia formularemos uma teoria mostrando que esse é um subgênero subvalorizado e repleto de potencial. Por enquanto, nos satisfazemos simplesmente em apreciá-lo.

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