Jessica Jones: destaques da primeira temporada

Por Fernanda Sarate

 O ano não poderia terminar sem falarmos sobre Jessica Jones, segunda série originada da parceria entre Netflix e Marvel. Confira alguns dos destaques dessa que já é considerada por muitos a melhor série do Netflix.

 

A heroína

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Em comparação com outros heróis da Marvel, Jessica Jones é uma heroína jovem: apareceu pela primeira vez em 2001, em Alias, série de HQs criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos.

Jessica chegou a ter um passado como heroína com codinome e uniforme, mas isso durou pouco tempo e não é abordado na série. E isso acabou contando muito a favor da produção que, no final, não é sobre super-heróis, mas sobre superação, mostrando uma heroína empática e com problemas reais, sobretudo quanto ao abuso físico e mental sofrido por ela, o que abordaremos novamente adiante.

Na série, Jessica (interpretada por Krysten Ritter) é uma investigadora particular de Hell´s Kitchen que possui superforça. Ao contrário do que normalmente se vê, a protagonista tem problemas com álcool, pode ser bastante rude, é antissocial, possui pavio curto e faz escolhas moralmente questionáveis – Jessica não é uma personagem idealizada é alguém com quem podemos nos identificar por ter características do “mundo real”.

A protagonista sofre de estresse pós-traumático em função de seu passado com o vilão dessa primeira temporada, Kilgrave (o Homem Púrpura).

O vilão

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Interpretado magistralmente pelo ex-Doctor Who David Tennant, Kilgrave é um dos grandes destaques da série. Jessica sente-se atormentada o tempo inteiro por ele, que possui o poder de controlar mentes, obrigando as pessoas a fazerem o que ele quiser – por exemplo, ordenar que pessoas parem de respirar, apenas para que ele possa fazer suas refeições com mais tranquilidade.

Kilgrave é charmoso, tem sotaque britânico e predileção por ternos roxos, mas, no fim do dia, é um psicopata disposto a tudo para ter Jessica de volta. Anteriormente, ele controlou Jessica obrigando-a a fazer todas as suas vontades. Entretanto, Jessica conseguiu fugir de seu domínio e Kilgrave fará de tudo para tê-la de volta. Kilgrave, embora tenha um superpoder, é assustador por representar uma realidade muito próxima, sobretudo das mulheres: a do abuso, da obsessão, da tortura física e mental.

Os coadjuvantes

MARVEL'S JESSICA JONES

Todas as personagens da série foram muito bem desenvolvidas, mesmo os coadjuvantes. Temos a amiga de infância Trish Walker (Rachel Taylor), que terá um papel fundamental na luta de Jéssica, a advogada Jeri Hogarth (em uma ótima interpretação de Carrie-Anne Moss), o vizinho viciado que também terá um papel crescente na trama (Malcom, interpretado por Eka Derville) e Luke Cage (Mike Colter) – o amante atormentado que possui corpo inquebrável e que deve ser o próximo herói do universo Marvel a ganhar sua série na Netflix. Todos os coadjuvantes possuem um drama próprio que enriquece a trama. Destaque, sobretudo, à profundidade e força dadas às personagens femininas.

Os detalhes

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A produção da série merece destaque. Além de ótimas atuações e roteiro, detalhes como a fotografia fazem toda a diferença. Preste atenção, por exemplo, à utilização da cor roxa ou púrpura em detalhes como lâmpadas, semáforos, espelhos.

O universo Marvel

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Jessica Jones compartilha o mesmo universo cinematográfico Marvel, assim como a outra série da parceria Netflix/Marvel, Demolidor. Em Jessica Jones, é feita uma preparação para a próxima série dessa parceria, a de Luke Cage. Há diversos easter eggs ao longo dos episódios, com referências ao universo Marvel.

Classificação:

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Jessica Jones certamente é uma das melhores séries de 2015. Apesar de trazer uma heroína, não é uma série essencialmente sobre superheróis. A trama é recheada de suspense e de momentos de dúvida e de superação. Além disso, a série levantou discussões sobre a questão do abuso físico e, sobretudo, psicológico. E para quem tinha dúvidas se uma personagem feminina com tantas característica tidas como indesejáveis ou imperfeitas poderia fazer sucesso, a série deu uma resposta inquestionável: a qualidade não está em um cromossomo e estamos prontos e desejosos, sim, de mais personagens femininas que fujam aos padrões esperados.

E você, o que achou de Jessica Jones? Que pontos você acha que merecem destaque? Compartilhe a sua opinião aqui nos comentários!

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Dez ideias de decoração de Natal geek

Por Fernanda Sarate

Confira dez ideias para tornar o seu Natal ainda mais geek!

O Natal pode ser mais uma oportunidade para demonstrar todo o seu orgulho geek e, de quebra, ter uma decoração super legal e fácil de fazer para a sua árvore de Natal!

1. Angry Birds (fonte)

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2. Avengers (Vingadores) (fonte)

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3. Doctor Who (fonte 1 e fonte 2)

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4. O Estranho Mundo de Jack (fonte)

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5. Minions (fonte)

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6. Harry Potter (pomo de ouro) (fonte)

harry potter_natal

 

7. Mario (fonte 1, fonte 2 e fonte 3)

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8. Pokémon (fonte)

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9. Star Wars (fonte 1 e fonte 2)

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10. Tartarugas Ninja (fonte)

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Demolidor: uma das melhores séries de super-heróis da atualidade

Postado por Eli Martins

Saiba mais sobre a produção da Netflix, que foi renovada para sua segunda temporada.

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Netflix, em parceria com a Marvel, produz a série Demolidor, que considero uma das melhores séries de super-heróis da atualidade – se não a melhor.

Já na abertura é possível perceber o tom sombrio da série: um líquido vermelho escorre e forma a cidade, dando a ideia de que ela vai sendo criada a partir do sangue derramado.

A trama aborda a rotina de Matthew Murdock (Charlie Cox) e Foggy Nelson (Elden Henson), que estão no início de suas carreiras como advogados. Seu primeiro caso é a defesa de Karen Page (Deborah Ann Woll), que acaba se tornando personagem fixa e com papel importante para a história. Em paralelo, Murdock inicia seu trabalho como vigilante e Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) age nas sombras controlando a cidade. Um dos aspectos interessantes sobre esse personagem é que nas HQs ele é conhecido como “o rei do crime” e, na série, em nenhum momento ele é citado dessa forma.

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